Núcleo de Estudos de
Políticas Públicas
Diagnóstico da situação de Educação Permanente em Saúde de São Paulo
NEPP
26 Jun 2018
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NEPP

Diagnóstico da situação de Educação Permanente em Saúde de São Paulo



O Programa de Estudos em Sistemas de Saúde do Núcleo de Políticas Públicas da Unicamp (PESS/NEPP), após oito meses de extenso trabalho de campo concluiu a pesquisa que teve como objetivo fornecer subsídios para a formulação de um Plano Diretor de Educação Permanente em Saúde ara o Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o território paulista. O projeto foi realizado com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP).


Na última semana de junho,  realizou-se oficina de trabalho na capital paulista, conduzida pelos profissionais do PESS/NEPP,  para formulação das diretrizes e estratégias que  deverão nortear o Plano Diretor de Educação Permanente em Saúde do Estado de São Paulo, que contou com a presença do assessor do projeto Saúde em Ação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Dr.Paulo Seixas, e representantes das Coordenadorias de Recursos Humanos, das Regiões de Saúde, de Planejamento; das Escolas Técnicas para o SUS, e, do Instituto de Saúde,  além de profissionais do BID.



Ao abrir o encontro, Paulo Seixas - médico sanitarista de formação - afirmou que o projeto foi pensado “para a formulação de um Plano de Educação Permanente para a Secretaria de Saúde” e destacou a importância da pesquisa desenvolvida pelo NEPP afirmando que “hoje temos em mãos um belíssimo produto e um significativo diagnóstico dos processos
formativos dos profissionais em saúde do Estado de São Paulo”.


Seixas destacou ainda que muito embora São Paulo já mantenha várias políticas para formação dos profissionais de saúde há tempo, “os dados obtidos pelo diagnóstico realizado pelo PESS/NEPP se constituem numa ferramenta importante para a elaboração de um plano mais abrangente e integrado de Educação Permanente”.  


A pesquisa


A médica sanitarista e pesquisadora do PESS/NEPP/UNICAMP, coordenadora do projeto, Carmem Lavras,  foi a primeira a falar logo após  Seixas e ressaltou que a qualidade do diagnóstico foi resultado de uma cuidadosa escolha dos pesquisadores com referência nas regiões de saúde do estado. “Nosso cuidado” salientou Lavras foi “mesclarmos pessoas com identidade regional e identidade com o SUS”.


O diagnóstico abrangeu os municípios paulistas, as instituições de ensino parceiras nos processos de EPS, as instâncias no estado que atuam no campo como os CDQ/SUS nas regionais de saúde, estruturas da secretaria como coordenadorias, outras estruturas em saúde de âmbito estadual e nacional que formulam as políticas e fomentam as práticas
de educação para os trabalhadores do SUS como Ministério da Saúde, OPAS, CONASS, CONASEMS, COSEMS/SP, além de instâncias em cinco regiões da saúde onde o Banco Interamericano de Desenvolvimento já vem apoiando outras ações.  


Os resultados foram apontados por Lavras como extremamente positivos, pois, “um número exponencial de 357 secretarias municipais de saúde enviaram respostas para um questionário digital enviado aos 645 municípios paulistas e que era complexo e longo”.  

Todos os dados coletados em entrevistas, grupos focais, questionários e documentos estão arquivados em bancos de dados que poderão ser utilizados para novas análises e estudos.


Para lidar com toda essa informação, foi criada uma série de ferramentas especificas de gerenciamento de dados com assessoria de profissionais da Universidade Nacional de Brasília (UNB) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).


“Nunca imaginei” afirmou Lavras “que tantos municípios paulistas realizassem formação de seus profissionais na área da saúde utilizando ferramentas de EP”. Acostumada a lidar com adversidades e momentos de crise nas políticas públicas, Carmem Lavras finalizou a sua participação na abertura do encontro com uma frase de esperança: “são nos momentos de crise que podemos elaborar projetos de políticas públicas como resposta para as grandes questões do país, no nosso caso específico, uma política consistente de Educação Permanente para o Sistema Único de Saúde”.


A construção das diretrizes para a EPS


Na oficina, a partir da apresentação da síntese diagnóstica,  seguindo os pressupostos do planejamento estratégico, e apoiados em instrumentos orientadores, foram examinadas e debatidas as fragilidades e fortalezas apontadas pela pesquisa no campo da EPS no estado de São Paulo.


Destaca-se entre elas a necessidade de integrar as inúmeras e diversificadas iniciativas de educação voltadas aos trabalhadores do SUS no estado, a necessidade de organizar processos de avaliação e monitoramento das iniciativas de EPS que são realizadas e ainda, a partir do entendimento de que para a estruturação das Redes de Atenção à Saúde, o modelo de atenção deve ser centrado na Atenção Primária, a Educação Permanente pode se constituir numa poderosa estratégia de fortalecimento e ferramenta de gestão.


Como pontos fortes cita-se a robusta estrutura existente no estado para a educação de trabalhadores do SUS, o contingente expressivo de profissionais identificados e dedicados neste campo, a proatividade dos municípios, o grande número de iniciativas de EPS, a capacidade instalada para EaD e o apoio das instituições de ensino.


Das propostas formuladas pelos representanteshttps://www.youtube.com/watch?v=THKPC5yzo98 da SES/SP após as discussões e, como um importante marco estratégico para um plano de educação voltado aos trabalhadores do SUS no estado, sobressai a organização e implantação de um Sistema Educacional para o Desenvolvimento dos Trabalhadores do SUS/ SP, que deverá ser construído e validado com a participação dos municípios paulistas.


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