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Desafios do Ensino Superior


O Laboratório de Estudos de Educação Superior (LEES) realizou, na segunda semana de dezembro, o último seminário programado para o ano de 2017. O encontro, que ocorreu no auditório do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), contou com a presença do reitor Marcelo Knobel, da professora Helena Sampaio do Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Educação e pesquisadora do LESS e, dos palestrantes Rodrigo Capelato e Fábio Reis.

Os palestrantes são respectivamente presidente e diretor de inovação do Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior (SEMESP). O primeiro a apresentar o trabalho foi Rodrigo Capelato que mostrou, ao público presente, os dados do recém-publicados no “Mapa do Ensino Superior no Brasil”, editado pelo Semesp e que aponta que as universidades e faculdades privadas são responsáveis pela formação de mais de 80% das vagas em ensino superior no país. Capelato destacou que um dos problemas mais graves é que grande parte dos alunos que optam por frequentar um curso numa universidade privada acabam não concluindo o curso por falta de recursos. Disse ainda que, ao mesmo tempo, a universidade pública precisa crescer muito para poder ampliar o número de vagas gratuitas. É uma equação que deve resolvida o mais breve possível pelos dirigentes brasileiros.

A segunda comunicação foi proferida pelo professor Fábio Reis tendo, como referência, o livro por ele publicado que tem como título “Destruição Criativa na Educação Superior”. “Atualmente apenas 18,5% dos jovens brasileiros estão matriculados em curso no ensino superior em escolas públicas ou privadas”. Esse quadro, de acordo com Fábio Reis, tem que mudar com inovação, criatividade e acesso, mas, para tanto, as instituições de ensino superior devem repensar a forma como os alunos são formados atualmente e deve-se evitar cada vez mais a fragmentação na construção do saber. Reis apontou ainda que o Estado brasileiro deve criar políticas públicas mais efetivas para ampliar o número dos jovens com acesso ao ensino superior.

O reitor Marcelo Knobel, presente ao encontro, afirmou que a Unicamp vem adotando políticas inclusivas para alunos de baixa renda, mas destacou que a universidade deve fazer muito mais nos próximos anos.

 

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