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REDE DE CUIDADOS EM IST / HIV / AIDS SE AMPLIA

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Carmem Lavras apresenta os manuais elaborados pelos pesquisadores no Auditório Rebouças

 

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo lançou, no ultimo dia 18 de abril, no Auditório Rebouças, na capital paulista, dois projetos destinados as pessoas vivendo com HIV/Aids PVHIV, com IST e com Hepatites virais. O primeiro foi a série de três manuais intitulada “Diretrizes para apoiar a implementação da Rede de Cuidados em IST/HIV”, realizada em parceria com o Programa de Estudos em Sistemas de Saúde (PESS) do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP) da Unicamp.  O segundo projeto foi o aplicativo para celular “Cuide-se Bem” que avisa aos pacientes com HIV e hepatites virais sobre as consultas agendadas, horário dos medicamentos, armazena informações de exames, oferece dicas e funciona como um 'prontuário médico portátil'.

 

Os manuais

A série de manuais é composta por três publicações: ‘Manual de Prevenção’, ’Assistência’ e ‘Gestão da Rede de Serviços de Saúde’. Maria Clara destacou ainda que "este projeto faz parte de um conjunto de ações idealizadas para reduzir a fragmentação identificada no Sistema Único de Saúde e desta forma, melhorar a integralidade da atenção". Ela salientou ainda que foi no mês de fevereiro de 2015 que foi instituída a Rede de Cuidados em DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais para viabilizar esta proposta e a contratação dos parceiros para elaboração do material.

A coordenadora do PESS/NEPP, Carmem Lavras, presente ao lançamento informou que os manuais têm por objetivo apoiar gestores, gerentes, profissionais de saúde e sociedade civil na implementação da rede de cuidados. Outro ponto destacado por ela foram as ferramentas para instrumentalizar tecnicamente os gestores, gerentes e profissionais de saúde no manejo, vigilância e prevenção de IST, HIV e aids. A definição dos princípios para o cuidado integral as PVHIV e acometidas por uma IST é outro ponto de destaque lembrado pela pesquisadora. Lavras destacou que, quando da elaboração dos manuais, foi pensada uma forma para contribuir a pensar formas para a prevenção de novas infecções e reduzir a morbimortalidade pelo HIV, Aids e IST, bem como, difundir documentos técnicos de prevenção, assistência e vigilância em IST, HIV e Aids e apoiar a gestão e gerencia no planejamento e monitoramento das ações programáticas em IST, HIV e Aids.

Maria Clara Gianna, diretora do programa estadual DST/Aids, lembrou ainda “que o conteúdo desta série deve facilitar o processo de implementação da rede de cuidados em DST/HIV/Aids no estado".

 

Aplicativo para celular

O segundo produto lançado durante o encontro, do ultimo dia 18 de abril, foi o aplicativo "Cuide-se Bem", iniciativa da Coordenação Estadual DST/Aids-SP, em parceria com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Coordenação de Hepatites Virais-SP. Essa parceria nasceu da necessidade de melhorar a adesão e retenção das pessoas vivendo com HIV e hepatites virais, medidas fundamentais para o sucesso do tratamento.  "O projeto teve início em maio de 2016, e mapeou junto a pacientes, sua rotina de tratamento, necessidades e dificuldades", conta Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual DST/Aids-SP.  O aplicativo está organizado em três pilares (o usuário, o cuidado e o envolvimento da equipe) e tem como principais recursos: diário, agenda médica, exames, perfil, dicas para apoiar a adesão e permite a gestão do cuidado pelo usuário e equipe de saúde de referência. "O App é uma importante ferramenta de apoio ao autocuidado das PVHIH e portadoras de hepatites virais", declara Kalichman.

O app é totalmente gratuito e ocupa apenas 9,7 MB (megabyte) da memória do aparelho no IOS e 5,6 MB no Android  --uma música de 3 minutos, por exemplo, em boa qualidade, pode ocupar cerca de 5 MB. A ideia, segundo o Programa Estadual de DST e Aids de São Paulo é que ele se torne uma ferramenta universal, acessada por pacientes de Norte a Sul do país e até de fora do território brasileiro. A expectativa é de que ele possa ajudar em torno de 70% dos pacientes já diagnosticados e em tratamento para o HIV. Estima-se que hoje 830 mil pessoas vivam com vírus no país.

A confidencialidade do paciente que usa o aplicativo foi uma questão priorizada pelos profissionais durante o desenvolvimento software. “Ele funciona offline e o usuário cria uma senha para poder acessar. Ficamos tão preocupados com o sigilo que, se o paciente esquecer a senha, vai ter que reinstalar o aplicativo. Não tem um servidor que armazena as informações dele. Essas informações ficam no celular do usuário e é ele quem faz esse controle”, explicou o  Artur Kalichman.

“O logo do aplicativo é leve, discreto e não remete ao HIV ou as hepatites” diz a médica infectologista Mariliza Henrique Silva, da Gerência de Assistência do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP (CRT-SP).

 

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Abaixo o link para download do Manual elaborado pelos pesquisadores do PESS/NEPP:

http://www.saude.sp.gov.br/centro-de-referencia-e-treinamento-dstaids-sp/publicacoes/publicacoes-download